Quais são as principais linhas pedagógicas para educação infantil?

A área de Educação Infantil é uma das mais abrangentes para quem conclui um curso de pedagogia ead ou presencial.

E se você gosta e até mesmo se interessa por esta possibilidade de atuação profissional do pedagogo está no lugar certo.

Isso porque o tema de hoje aqui do blog “Estudar para Enem Online” vai abordar as linhas pedagógicas de ensino para os profissionais que desejam atuar com a educação na primeira infância, ou então para aqueles que querem saber mais sobre a profissão antes de ingressar em uma faculdade a distância de pedagogia.

Mas, em primeiro lugar, para quem ainda não conhece ou não está totalmente familiarizado com o assunto, vamos definir o que são e qual o papel das linhas pedagógicas na educação.

O que são linhas pedagógicas?

As linhas pedagógicas da educação correspondem as metodologias que resultam em ações práticas no processo de ensino e aprendizagem. Elas podem ser adotadas pela instituição educacional ou de forma individual por um pedagogo específico.

Filósofos, psicólogos e profissionais de áreas da pedagogia são exemplos de especialistas que contribuíram para a formulação dessas linhas que, apesar de também serem empregadas no Ensino Superior, costumam possuir uma atuação mais direta nas escolas.

Conheça algumas das linhas pedagógicas

Tradicional

Antes de entender sobre a linha tradicional, é importante destacar que em algumas literaturas, ela também pode ser chamada de “conteudista”. Sendo assim, é preciso saber também que a linha tradicional teve início no século XVIII, com o objetivo de generalizar o conhecimento e, por isso, ainda hoje é a mais popular nas escolas brasileiras. Com foco principal na transmissão de conteúdo, essa linha busca, entre outras finalidades, principalmente preparar o aluno para o vestibular ao final do Ensino Médio.

Então, o professor assume um papel de transmissor de conhecimento, com aulas majoritariamente expositivas e uniformizadas. Os alunos são avaliados periodicamente com provas escritas sobre os conteúdos passados durante as aulas. Quando não alcançam a pontuação mínima, são reprovados e precisam rever os conteúdos de determinada disciplina ou série.

Comportamentalista

Esta linha é bastante atrelada à tradicional. A linha comportamentalista, como o próprio nome diz, tem como objetivo fazer com que os alunos adquiram comportamentos desejados, moldados de acordo com necessidades sociais pré-dispostas. Assim, o ensino é bem planejado, com materiais instrucionais programados. Nesta vertente, o professor é o responsável por transmitir conhecimento e controlar o tempo e as respostas dos estudantes. Tudo por meio de feedbacks constantes. A avaliação é realizada com provas e os resultados são recompensados.

Construtivista

Diferentemente das outras duas mencionadas acima, na linha construtivista os alunos têm papel ativo em sua aprendizagem, construindo seu próprio conhecimento – daí vem o nome “construtivista”. Neste modelo, os professores têm muito mais um papel de mediador do que detentor do conhecimento.

Para além dos conteúdos, essa linha busca estimular a autonomia das crianças, proporcionando o aprendizado através da formulação de hipóteses e resolução de problemas. A metodologia também vai além das aulas expositivas, explorando elementos artísticos, por exemplo. De forma resumida, a ideia principal dessa abordagem é que as crianças aprendam coisas novas a partir do repertório do que elas já sabem e conhecem.

Democrática

Em oposição a linha tradicional, aqui o aluno é a figura central do seu próprio aprendizado. A autonomia é tamanha que ele pode, inclusive, escolher as formas como deseja aprender os conteúdos necessários à sua formação, sem um cronograma padrão.

Ainda na linha democrática, o professor tem um papel de facilitador. Junto com os alunos, pais e demais funcionários da escola, ele tem direito à participação na instituição, por meio de assembleias e reuniões que envolvem toda a comunidade escolar em suas decisões.

Essa abordagem, que é baseada na escola inglesa Summerhill busca abolir as provas como método de avaliação. Neste caso, o aprendizado é medido pela participação e trabalhos, que podem ser escritos ou artísticos, por exemplo. O foco aqui é a liberdade de escolha dos alunos.

Montessoriana

Bem conhecida, a linha montessoriana foi desenvolvida pela médica e educadora italiana Maria Montessori, no início do século XX.

Na linha montessoriana, que tem foco na responsabilidade pelo aprendizado, é proposto que os alunos se descubram e aprendam através da experiência prática e da observação, respeitando sempre o ritmo de cada um.

De acordo com esta linha pedagógica, o educador tem o papel de guiar, orientar e propor atividades motoras e sensoriais, removendo obstáculos ao aprendizado.

Neste modelo, as salas de aula têm, no máximo, 20 alunos e podem ser organizadas por série, como na tradicional, ou por ciclos, com crianças de diferentes idades ocupando o mesmo espaço.

Com diversos materiais de estímulo disponíveis aos alcance das mãos, é a criança quem escolhe o que irá fazer no dia. No entanto, é necessário cumprir todos os módulos obrigatórios para avançar os estudos.

Waldorf

Criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, em 1919, a linha Waldorf considera o aluno em seu todo: corpo, alma e espírito.

Nesta modalidade, os ciclos são definidos de sete em sete anos: de 0 a 7, de 7 a 14 e de 14 a 21 anos de idade.

Para cada uma dessas etapas, os alunos têm um tutor fixo que os avalia, basicamente, por meio de anotações que faz durante as aulas. Levando em conta  o tempo biológico de cada estudante, esta linha não repete os ciclos.

No primeiro ciclo o foco é o desenvolvimento integral da primeira infância, com ênfase em artes e trabalhos manuais e corporais, por isso, a alfabetização é iniciada apenas no segundo ciclo, após as crianças completarem 7 anos.

A imaginação é estimulada através de brinquedos simples e pouco estruturados, e a participação ativa da família se faz fundamental.

Freiriana

Baseada nas ideias do educador brasileiro Paulo Freire, a linha freiriana é voltada para o processo de alfabetização e considera os aspectos sociais, culturais e humanos de cada aluno. Por isso, a criança tem papel fundamental no processo de aprendizagem, tendo que ser sempre ouvida, para que o professor encontre a melhor maneira de ajudá-la a ganhar confiança e compreender o mundo através do conhecimento. Essa abordagem vê a educação como uma forma de libertar e mudar as pessoas e, consequentemente, mudar o mundo. Princípios como bom senso, humildade, respeito, tolerância e curiosidade são defendidos pela linha Freiriana.

Por fim, esperamos que ao conhecer as linhas pedagógicas e suas ideologias, você possa ampliar as suas opções de trabalho na pedagogia, uma vez que, como já mencionamos no início deste texto, a Educação Infantil é uma das áreas mais abrangentes para o pedagogo.

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